sábado, 11 de junho de 2011

Sobre os polacos - sobre eles

Um amigo do Facebook comentou na minha página que a Polónia seria um país perfeito se dele retirassem os polacos, os homens, e deixassem as mulheres. Este tema é recorrente em conversas mais privadas onde sobressai o desprezo e por vezes o ódio a um certo tipo de homens polacos que, pelas suas características peculiares, fazem esquecer todos os demais. Portanto generaliza-se.

As generalizações ocorrem quando algumas características se fazem notar pela negativa ou pela positiva. No caso dos polacos a ideia  geral é que são uns alcoólicos, agressivos nas atitudes, pouco sociaveis e ciumentos. Do mesmo modo o homem português (e o europeu do Sul) goza de uma reputação de infiel, preguiçoso, de indivíduos de estatura baixa e modos rudes. 

Há de facto um certo tipo de polaco que só da maus exemplos e com os quais não há paciência nem vontade de travar amizade ou ter qualquer tipo de interação. São os burak, os nabos. Os tipos da meia branca com raquetes, sapatilha Nike ou Adidas com calções e tatuagens na barriga da perna, os que andam na rua com uma cerveja na mão esquerda e um cigarro na mão direita. Os tais que vivem para uma cena de pancadaria, para destruir mobiliário urbano e propriedade privada. São ainda os outros, os bêbados provocadores e os pedantes novos-ricos com os sapatos estilo Aladino, a bracelete em prata e a corrente ao pescoço com o SUV preto de vidros escurecidos. Os pseudo-adeptos de futebol que só mancham a imagem do país. Depois a compleição física deles, geralmente bem constituídos e altos, causa medo aos estrangeiros.

Esse medo, essa insegurança, pode gerar sentimentos de ódio, de desprezo ou indiferença e em consequência paga o justo pelo pecador. Depois há o abismo cultural entre a natureza mais aberta dos portugueses e a timidez ou reserva dos polacos. O esperar comportamentos latinos em gentes eslavas é um erro crasso. O sentido de humor é diferente e os comportamentos exaltados do português, o falar alto numa conversa ou exprimir sentimentos de modo aberto é percebido de modo diferente. Uma discussão saudável entre portugueses ou manifestações de sangue quente tão típicas nossas podem ser interpretados como gritos, como discussões e agressão. Quantos de nós já não disseram às suas cara-metade que não estão a gritar mas sim a exprimirem-se?

Paweł Milner, modelo polaco.
A verdade é que há polacos que são excelentes pessoas, cultos e educados e podem ser grandes e inesquecíveis amigos. Há que reconhecer as diferenças e entender que a amizade entre patrícios ou povos com culturas semelhantes - como os espanhóis os italianos e os brasileiros - é mais fácil de iniciar e manter do que aquela com povos de outro tipo como os eslavos, os povos germânicos, os anglo-saxónicos ou os escandinavos. 

Não os critiquem demasiado; um dia os vossos filhos e familia podem vir a ser polacos e tendo em conta a quantidade de portugueses a virem para a Polónia, isto já está a acontecer. Agradeçam-lhes mas é pelas lindas criaturas que eles geram.





4 comentários:

Ryan disse...

Tenho o mesmo tipo de reflexao sobre os polacos que tu. Amizades boas ate se fazem com Chineses e Africanos. E tudo uma questao de saber conviver com culturas diferentes. Ha dias e momentos que nao e facil. Mas isso e normal. Ate posso acrescentar que muitas vezes nem e facil com as mulheres polacas. Elas acabam por ser mais faceis de conviver do que com eles. Mas ha momentos em que elas nao sao faceis e falo de uma forma generalisada.

zekarlos disse...

Caro Ricardo, enviei um email para o endereço electrónico que apresenta no seu perfil do blogue, não sei se recebeu?
Um abraço

Rafael Cypriano disse...

Casei com um descendente polonês, realmente sao quietos e de forte opinião, sao únicos e sexy com formato do crânio. Amam do seu jeito; encontrei uma pessoa maravilhosa pra toda minha vida. Os homens culto e simpático poloneses e apaixonante. Sou feliz com ele, não me vejo sem um polaco, ja estamos casado de fato a6 anos. Me sinto atraído pelo tipo impar deles. Um abraço. Rafael

Ricardo Taipa disse...

Desejo-vos felicidades Rafael. Obrigado pelo comentário e um abraço também.